Os 8 princípios dos dados abertos

Dados abertos são definidos por um conjunto de princípios estabelecidos num encontro realizado nos dias 7 e 8 de dezembro de 2007 em Sebastopol, na Califórnia, que reuniu um pesquisadores, representantes de organizações da sociedade civil e ativistas norte-americanos.

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Entre eles estavam Lawrence Lessig, famoso criador do termo “cultura livre”; Tim O’Reilly, publisher de editora da área de tecnologia da informação que leva seu sobrenome e criador da expressão “Web 2.0″; Ethan Zuckermann, diretor do Center of Civic Media MIT e criador do Trip Advisor;  Joseph Hall, Center for Democracy & Technology; Aaron Schwartz, conhecido ativista hacker, cuja vida é retratada no filme “The Internet’s Own Boy”, além dos fundadores de organizações Sunlight Foundation, My Society e GovTrack – pioneiras no uso dos dados abertos na promoção da transparência.

 

O foco do encontro foi a abertura de informações governamentais. No entanto, nos anos que se seguiram, o conceito passou a ter seu uso ampliado, passando a incluir dados científicos ou mesmo de organizações privadas. Seus princípios afirmam que qualquer dado para ser “aberto” deve ser utilizado por qualquer um para qualquer propósito. Tal definição visa orientar o processo de abertura de dados de modo que possa ser considerado “aberto”.

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Os princípios criados por eles dão conta, com bastante simplicidade, dos principais componentes para que um dado seja considerado “aberto” e se tornaram referência internacional:

Os 8 Princípios dos dados abertos

Completo

Todos os dados públicos devem ser disponibilizados. Dados públicos são dados que não estão sujeitos a restrições de privacidade, segurança ou privilégios de acesso.

Primários

Os dados devem ser coletados na fonte com o maior nível de detalhamento possível, e não de forma agregada ou modificada.

Oportunidade

Sua disponibilidade deve ser feita tão rapidamente quanto necessário para preservar o valor dos dados.

Acessibilidade

Os dados devem estar disponíveis para a mais ampla gama de usuários e as mais diversas finalidades.

Processável por máquinas

Os dados devem ser razoavelmente estruturados de modo a permitir o processamento automatizado.

Não-discriminatório

Os dados devem estar disponíveis para qualquer pessoa, sem necessidade de registro.

Não-proprietário

Os dados devem estar disponíveis em um formato sobre o qual nenhuma entidade tem o controle exclusivo.

Licença livre

Os dados não estão sujeitos a quaisquer direitos de autor, patentes, marcas comerciais ou regulamento secreto. Pode ser permitida uma razoável privacidade e restrições de privilégio e segurança.

Sem dúvida, esse foi um encontro histórico. Conseguiu-se reunir mentes brilhantes. Não por acaso que o encontro resultou na mudança das concepções “convencionais” do chamado governo eletrônico – um termo que está mais ligado à pestação de serviços do que à abertura de informação.

Do velho governo eletrônico saltamos um novo paradigma, dos dados abertos – mais adequado à filosofia do software livre, à cultura hacker e à concepções mais modernas de transparência.

Por Jorge Machado no site do COLAB/USP

*Originalmente publicado no site do COLAB/USP.


Lançamento Ceweb.br

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Foi lançado nessa terça-feira dia 25 de março, o Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (CEWB.br). Criado como um departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (NIC.br), ele tem o objetivo de viabilizar a participação da comunidade brasileira no desenvolvimento global da Web e subsidiar a formulação de políticas públicas. O Ceweb.br nasce inspirado pelos princípios e projetos já desenvolvidos pelo Escritório Brasileiro do W3C (World Wide Web Consortium), hospedado e apoiado pelo NIC.br no Brasil desde 2008, com a missão de promover atividades que estimulem o uso de tecnologias abertas e padronizadas na Web.

Os resultados do Centro de Estudos sobre Tecnologias Web serão consolidados em plataformas, cursos, estudos, recomendações e publicações por meio de acordos de cooperação e espaços de discussão e colaboração permanentes sobre dados abertos.

Além disso, o Ceweb.br conduzirá a coordenação do Grupo de Trabalho de Acessibilidade na Web no Brasil, o Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web e abrigará o laboratório de experimentação Web (LabWeb), criado para atender a demanda de testes com aplicações Web abertas e participação ativa no grupo de trabalho Data on the Web Best Practices do W3C.

Durante o evento, foram anunciados os primeiros resultados de trabalho do grupo:

– Curso Online “Dados abertos conectados”

– Paper “Explorando atributos web relacionados à acessibilidade em imagens e seu impacto sobre a indexação por ferramentas de busca”  de Reinaldo Ferraz

– Publicação: Cartilha de “Acessibilidade na Web, fascículo 1, formato epub http://www.w3c.br/pub/GT/grupoacessibilidade/cartilha-acessibilidade-web-w3cbrasil.epub


Vem aí a Cryptorave 2015

Inspirada no movimento das CryptoParties, a CryptoRave é um esforço coletivo para difundir os conceitos fundamentais de privacidade e liberdade na Internet e o uso de ferramentas de proteção de informações pessoais. São 24 horas de conversas e aprendizagem na área de segurança digital e criptografia.

É o maior evento aberto e gratuito deste tipo no mundo e reúne hackers, ciberativistas e cipherpunks de diversas regiões e países em um único lugar, com mesas redondas, palestras e oficinas para aprofundar e qualificar o debate sobre a defesa da privacidade na Internet como questão fundamental à democracia.

Em 2014, mais de mil pessoas participaram da primeira edição da CryptoRave no Centro Cultural São Paulo. Criptógrafos, hackers e defensores dos direitos humanos se encontraram com um público mais amplo para tentar trazer este debate sobre criptografia, segurança e privacidade de uma maneira acessível. O objetivo agora é que mais pessoas possam se envolver nesta luta pela liberdade na internet.

Segundo os organizadores, este ano o objetivo é realizar um evento maior,  com mais trilhas de conhecimento, convidados internacionais e melhor infra-estrutura. O evento é organizado de forma voluntária pelos coletivos Actantes, Saravá, Escola de Ativismo e O Teatro Mágico, entre outros parceiros. Ainda segundo a organização,  os recursos arrecadados serão utilizados única e exclusivamente para a melhoria do evento, e não haverá nenhum honorário, cachê ou outra forma de pagamento para organizadores ou pessoas convidadas.

Para a CryptoRave 2015, estão planejandos 7 ambientes diferentes, sendo 5 trilhas temáticas, incluindo Política, Tecnologia e Hacking, além dos já conhecidos espaços de InstallFest e Desconferência.

Serviço

Crypto Rave 2015

Data: 24 e 25 de abril

Site para o crowdfunding: https://www.catarse.me/pt/cryptorave2015


Rede Nossa São Paulo lança aplicativo para acompanhar metas da prefeitura de São Paulo

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Na manhã desta terça-feira, a Rede Nossa São Paulo realizou um evento no teatro do SESC Consolação para lançar um aplicativo que tem como objetivo acompanhar as metas definidas pela prefeitura de São Paulo na atual gestão. A partir dessa ação, os 123 compromissos da prefeitura poderão ser analisados por qualquer cidadão utilizando essa ferramenta. Chamado de “De Olho nas Metas”  ele estará disponível para as plataformas Android e IOS. Complementa esse aplicativo, uma plataforma web que pode ser visualizada no site http://deolhonasmetas.org.br .  O projeto foi desenvolvido por uma equipe do Centro de Mídia Cívica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em parceria com a Rede Nossa São Paulo por , o Promise Tracker.

Também foram apresentados o Mapa do Legislativo e a metodologia de avaliação dos projetos de lei apresentados pelos parlamentares da câmara do município. Essas iniciativas tem como objetivo acompanhar a produção dos vereadores.